15.NOV.2018 - 21:35
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#Turismo

Jalapão

Encare a viagem como uma expedição. A região do Jalapão, no Tocantins, é um conjunto de cinco áreas de conservação, incluindo um parque estadual, e tem 34 mil km² (maior que os estados de Sergipe e Alagoas).

O cenário é um dos mais exuberantes do Brasil: cachoeiras cristalinas, piscinas naturais verde-esmeralda, chapadões e dunas alaranjadas de até 40 metros de altura. Um verdadeiro deserto das águas, como sugere o apelido dado à região.

Boa parte da explicação está na dificuldade de acesso, já que a maioria das estradas não é asfaltada, o que dá a sensação de estar no meio de um rali (vir com veículo 4×4 é muito recomendável). Diante disso, muita gente opta pelos pacotes de seis ou sete dias da Korubo Expedições, que sai de Palmas e inclui transporte, refeições, três ou quatro pernoites num camping e passeios.Quem quer ir por conta própria deve se hospedar em Ponte Alta do Tocantins ou Mateiros e contratar passeios de um dia.

QUANDO IR

É possível visitar o Jalapão o ano todo, mas a estação seca, que vai de maio a setembro, é a mais indicada. De outubro a abril, apesar de os dias serem menos quentes, as chuvas podem atrapalhar os passeios, deixar as águas turvas e afetar a visibilidade dos pores do sol, um dos ápices da viagem.

Evite as férias escolares e feriados prolongados, quando os grupos são maiores e os passeios, muitos com limite de visitantes, lotam com antecedência.

COMO CHEGAR

A partir de Palmas, cerca de 195 km de estradas asfaltadas levam até Ponte Alta do Tocantins, a principal porta de entrada para o Jalapão. Para chegar à cidade, é necessário seguir pela TO-050 até Porto Nacional e de lá, pela TO-255 até Ponte Alta. Daí em diante, só estradas de terra.

Outra opção de entrada é município de Novo Acordo. Chega-se até ele seguindo pela BR-010 e depois, pela TO-020, também a partir de Palmas.

Para ir até Mateiros, a principal base para a maioria dos atrativos, continue pela TO-255 a partir de Ponte Alta do Tocantins ou pela TO-030 e, depois, TO-255, a partir de Novo Acordo.

COMO CIRCULAR

Entre Palmas e Ponte Alta do Tocantins são cerca de 195 km de rodovia asfaltada. Depois, há apenas estradas de terra, inclusive nos 162 km que separam Ponte Alta de Mateiros.

Devido ao solo arenoso, é necessário um veículo 4X4 para circular pelo Jalapão. Além disso, não é indicado circular sem guia: as estradas têm poucas placas e a maioria das atrações é de difícil acesso. E mais, a densidade demográfica ali não chega a um habitante por quilômetro quadrado (você dirige por horas sem ver ninguém pelo caminho).

Carros de passeio não servem para ir às atrações, mas há roteiros diários que incluem guia, transporte e almoço. Quem estiver num 4×4 pode apenas contratar um guia. Se ainda assim você quiser explorar a região por conta própria. Importante: estude com antecedência as localizações dos atrativos que pretende visitar e leve mapa de papel e/ou mapa offline, já que muitos trechos não têm sinal de internet.

O QUE FAZER

Sob o céu azul intenso do cerrado, há inúmeras formações rochosas que, com a ação do vento e da chuva, foram se transformando em areia. Isso explica a origem das dunas alaranjadas, o maior cartão-postal do Jalapão.

Mas a região é muito mais do que isso: passear por ali significa conhecer chapadões e riachos que formam piscinas naturais e cachoeiras e avistar animais como emas, araras-azuis, antas, capivaras, lobos-guará e, com muita sorte, até onças.

A maioria das atrações do Jalapão estão concentradas em ou próximas a Ponte Alta do Tocantins, Mateiros e São Félix do Tocantins. Use uma delas como base ou faça o roteiro circular, que passa pelas três e retorna a Palmas, e vá trocando de hospedagens pelo caminho.

Cachoeiras

Alimentada pelas águas do Rio Novo, a Cachoeira da Velha, localizada dentro do Parque Estadual do Jalapão, é a maior da região – são duas quedas que completam, juntas, cerca de 100 metros de largura e 15 de queda livre. Não é permitido tomar banho ali, mas é possível fazer um rafting pela cachoeira ou unir a visita à Prainha do Rio Novo.

A Cachoeira do Formiga, a 36 km de Mateiros, é uma das mais bonitas da região. A queda não é muito grande, mas suas águas formam uma impressionante piscina natural azul-esverdeada. Também é possível acampar na área.

Para quem vem de Ponte Alta do Tocantins, outras boas opções são as Cachoeiras do Soninho, a 68 km da cidade. Nela, a queda principal, com 30 metros de altura, tem um grande volume de água que torna o nado impossível. Mas, poucos metros acima, o Rio Sono forma pequenas quedas e piscinas naturais boas para banho.

do Lajeado, a 36 km de Ponte Alta do Tocantins, por sua vez, o rio cai por degraus escorregadios antes de formar a queda e, depois, um poço (para chegar até ele, é necessário descer pela própria cachoeira). Já na Cachoeira da Fumaça, o programa é contemplar a queda e a grande nuvem de vapor d’água que ela forma – por motivos de segurança, o banho não é aconselhado.

Fervedouros

Programa único do Jalapão, os fervedouros são poços cristalinos de onde a água brota com tanta pressão que impede os banhistas de afundarem. Um dos mais famosos é o Fervedouro do Ceiça, em Mateiros, com capacidade máxima de dez visitantes por vez e permanência total de 20 minutos.

Fervedouro Bela Vista, em São Félix do Tocantins, é o maior e um dos mais bonitos da região, com águas incrivelmente azuis. Tem uma boa infraestruturas, com restaurante, área para camping e deck de madeira.

Outros fervedouros abertos à visitação são o Fervedouro do Rio Sono, próximo a Mateiros, com restaurante de comida caseira e redário e o Fervedouro do Buriti, com água verde-azulada e cercado de buritis.

O Fervedouro do Buritizinho e o Fervedouro Encontro das Águas, em Mateiros e o Fervedouro do Alecrim, próximo a São Félix, também são boas opções. 

Mirantes

A cerca de 30 km de Mateiros, a Serra do Espírito Santo oferece uma vista privilegiada da beleza e imensidão do Jalapão. A trilha até o topo não é das mais fáceis – são cerca de 8 km de ida e volta (1 km de subida/descida até o primeiro mirante e outros 3 km na parte plana, até o segundo mirante), mas o visual compensa. Os melhores horários para a fazer a trilha são no inicio da manhã e fim da tarde, quando é possível assistir o sol nascer ou se pôr do alto.

Ao lado, a erosão das rochas de arenito da Serra do Espírito Santo formam as dunas do Jalapão. Enormes bancos de areia alaranjada, as dunas são ideais para assistir ao pôr do sol – a sensação é de estar em um deserto.

Veja o pôr do sol também através dos grandes buracos esculpidos nos blocos de arenito da Pedra Furada, a 30 km de Ponte Alta do Tocantins.

Outros passeios

Para completar sua visita ao Jalapão, vale conhecer ainda o Cânion Sussuapara, uma fenda de 12 metros de altura aberta pela água, a cerca de 12 km de Ponte Alta, com muitas plantas, um córrego e uma pequena cascata. Para quem quer conhecer e comprar peças de artesanato em capim dourado, vale visitar a comunidade quilombola Mumbuca, próxima a Mateiros.

 

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